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COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO DOS EMPREGADOS DO ITAÚ

 
20/11/2008-18:50:28
Debate sobre crise abre o encontro dos dirigentes do Itaú, Unibanco e HSBC
Mais de 150 dirigentes sindicais do Itaú, do Unibanco e do HSBC estão participando do Encontro Nacional promovido pela Contraf/CUT, aberto nesta segunda-feira 17 de novembro à noite no município de Embu das Artes, na Grande São Paulo, com uma apresentação do economista Sérgio Mendonça, do Dieese, sobre "A crise financeira internacional, seus impactos nos bancos e na economia brasileira".

"Esse encontro nacional é na verdade a seqüência da campanha salarial, porque vamos definir aqui as reivindicações e a estratégia para abrir as campanhas permanentes nos bancos privados", afirmou Carlos Cordeiro, secretário-geral da Contraf/CUT, ao dar as boas-vindas aos dirigentes sindicais de todo o país e chamar à mesa os representantes de todas as federações que compuseram o Comando Nacional dos Bancários durante a campanha salarial.

Trabalhadores precisam intervir na crise

O economista Sérgio Mendonça fez um histórico da crise financeira internacional iniciada com a quebra do mercado imobiliário nos Estados Unidos, que segundo ele se transformou numa crise da economia real e já levou muitos países do primeiro mundo à recessão, entre eles a Alemanha e o Japão.

"Se algum economista disser pra vocês qual o tamanho e até onde chegará a crise, não acreditem porque é um chute. Ninguém hoje tem condições de prever a sua extensão e a sua duração", disse Sérgio Mendonça. "Provavelmente não teremos recessão aqui, mas sem dúvida a crise rebaterá no Brasil, com desaceleração do crescimento econômico pelo menos em 2009. Até onde ela chegará vai depender da capacidade de intervenção do Estado e da ação dos agentes econômicos, inclusive das centrais sindicais e dos trabalhadores."

Para o economista do Dieese, o próximo período será "difícil, de muita tensão e muita disputa", envolvendo de um lado os adeptos do neoliberalismo, "que apesar de seus equívocos não se dão por vencidos e continuam defendendo a tese de que o Estado não pode intervir e tem de cortar gastos". E de outro lado estarão as forças que pregam a necessidade de o Estado fazer investimentos pesados para manter a economia aquecida.

"Vocês do movimento sindical terão uma tarefa muito importante a desempenhar nessa disputa pelos gastos públicos. Vocês têm que fazer essa disputa, precisam exigir do governo contrapartidas sociais aos investimentos e socorro econômico que está oferecendo aos setores da economia mais vulneráveis à crise", recomendou Sérgio Mendonça. "Isso será fundamental para evitar que a desaceleração seja muito profunda e provoque desemprego e perdas de direitos."

Fonte: Contraf/CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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