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9/3/2010 - 22:18:03
Participação nos Lucros e Resultados rebaixada é desrespeito do banco Itaú Unibanco com os trabalhadores; nesta quarta-feira, a negociação específica será retomada
A diretora do Sindicato dos Bancários do município do Rio de Janeiro, Adriana Nalesso, criticou o Itaú Unibanco pelo pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) rebaixada, no último dia 26. Mesmo com um lucro líquido de R$ 10,5 bilhões no ano passado, o banco não pagou os 2,2 salários de regra básica da PLR para todos os funcionários, alegando que a distribuição dos 5% do lucro não atinge este patamar salarial.
“Isto mostra que o Itaú Unibanco não respeita nem valoriza os funcionários. Não adianta ficar somente elogiando, os bancários querem uma compensação financeira pelo esforço que fizeram para garantir o maior lucro entre todos os bancos privados no Brasil”, criticou. Adriana acrescentou que o banco não cumpriu nem ao menos o que havia anunciado, de que os 2,2 salários seriam creditados na conta de 46% dos 88 mil bancários da instituição, os que se encontram nas faixas iniciais de salário. “Muitos funcionários, inclusive eu, estamos nestas faixas mas não recebemos os 2,2 salários”, disse. Segundo o banco, os outros 54% embolsariam apenas a regra básica (90% do salário mais R$ 1.024) majorada, porém, sem atingir o teto de 2,2 salários.
Nova negociação
Desde o anúncio de que os 2,2 salários não seriam pagos a todos, os sindicatos e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Sistema Financeiro (Contraf-CUT) abriram negociação com o Itaú Unibanco. Várias reuniões já ocorreram, estando a próxima marcada para esta quarta-feira, dia 10. O diretor do Sindicato e representante da Comissão de Organização dos Empregados (COE) nas negociações, Carlos Maurício, espera que haja avanços com o pagamento da PLR cheia para todos. “Vamos cobrar. Se ano passado com um lucro menor pagaram os 2,2 salário, não há motivo para que não aconteça o mesmo agora”, afirmou o dirigente.
Mobilizações
O banco destinou R$ 270 milhões para pagamentos vultuosos a executivos. Adriana lembrou que a empresa suga cada vez mais os funcionários - exigindo 150% de metas e abrindo agências antes do horário bancário - e beneficia uma minoria. “Mas os responsáveis pelo aumento do lucro são todos os funcionários. Esperamos que nesta negociação haja avanço e que o Itaú Unibanco repense a sua posição pagando a todos os funcionários a PLR cheia que é o mínimo que eles merecem”, afirmou a dirigente. Advertiu que se isto não acontecer, os sindicatos deverão realizar mobilizações por todo o país.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.bancariosrio.org.br.
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Contraf-CUT cobra PLR cheia do Itaú Unibanco. Negociação prossegue quarta
A Contraf-CUT e o Itaú Unibanco realizaram nesta sexta-feira, dia 5, nova negociação a respeito da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O debate não chegou a uma conclusão e uma nova rodada ficou agendada para a próxima quarta-feira, dia 10, também em São Paulo.
O movimento sindical manteve a reivindicação de pagamento integral da PLR para todos os bancários, alcançando o teto de 2,2 salários limitado a R$ 14.696. A regra estipulada pelo banco definiu o pagamento da PLR no teto a apenas 46% dos trabalhadores, que estão na faixa salarial de até R$ 2.836.
A pedido dos trabalhadores, o banco realizou apresentação sobre o balanço da empresa. "Foi um debate técnico e que ainda não chegou ao fim. Continuamos cobrando o pagamento da PLR cheia para os trabalhadores, o que vinha sendo uma tendência no banco. Se no ano passado, com um lucro menor, o banco pagou a PLR pelo teto porque esse ano seria diferente?", questiona Jair Alves, um dos coordenadores da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco.
Fonte: Contraf-CUT.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.
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