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29/9/2004 - 18:23:33
CUT E VIA CAMPESINA PROTESTAM CONTRA ACORDO UE- MERCOSUL

UE-Mercosul: organizações manifestam-se contra o acordo

O Mercosul entregou à União Européia sua última “proposta melhorada”, na tentativa de ambos os blocos de fechar o acordo de livre comércio planejado dentro do prazo inicialmente previsto (31 de outubro). Os países do Cone Sul cederam em pontos estratégicos como compras governamentais, serviços bancários e também regras de origem (regras sobre o uso de denominações geográficas em produtos, tais como o queijo parmesão ou o vinho champanhe). Diplomatas brasileiros e argentinos esforçam-se em justificar as concessões dizendo que elas estão condicionadas a uma resposta positiva dos europeus em relação à ampliação da abertura do seu mercado, em especial no setor agrícola. A Rede Brasileira pela Integração dos Povos, a Via Campesina e a Central Única dos Trabalhadores manifestaram-se contra o acordo, criticando principalmente o fato de se estar negociando tantos pontos sensíveis ao desenvolvimento justo e equilibrado do país em troca de cotas de importação que significarão apenas mais lucros para o agronegócio. Leia as declarações da Rebrip, da Via Campesina e da CUT na página da ASC: www.asc-hsa.org


12 de outubro: Todo o continente mobilizado contra o livre comércio

O rechaço dos povos latino-americanos ao avanço do livre comércio será o tema central do Grito dos Excluídos Continental. Com o avanço das negociações do Acordo de Livre Comércio EUA-América Central (Cafta), os países centro-americanos terão uma das maiores mobilizações do continente. Entre os temas das manifestações que ocorrerão nos cinco países que fazem parte da Convergência dos Movimentos Populares da América Central (COMPA) - Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e Costa Rica)-, estão a não ratificação do Cafta, a não privatização da água, o fechamento do Banco Mundial e a retirada das tropas salvadorenhas do Iraque. Além das marchas populares, delegados da COMPA visitarão os parlamentos de cada país, levando as reivindicações dos movimentos sociais. Cartas também serão enviadas a deputados e funcionários de governo, pedindo que não apóiem o Cafta.


São Paulo: ASC realiza seminário sobre relações UE-América do Sul
O Seminário Internacional “As negociações comerciais da União Européia com Blocos Regionais e Países da América do Sul” reunirá nos dias 15 e 16 de outubro, em São Paulo, representantes dos movimentos sociais sul-americanos, pesquisadores e também representantes dos governos do Mercosul. Na abertura do evento, que é realizado pela ASC e a Fundação Rosa Luxemburgo, serão apresentados os relatórios de pesquisas feitas por pesquisadores ligados à Aliança sobre o Mercosul e a Comunidade Andina de Nações. À tarde, o embaixador Régis Arslanian (chefe do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores do Brasil) e representantes do governo argentino e do parlamento brasileiro participam de debate sobre o Acordo UE-Mercosul. O sábado será reservado ao debate entre os movimentos sociais. O evento será realizado no Hotel San Raphael.
Mais informações: www.asc-hsa.org

Rio de Janeiro: Comércio agrícola no Mercosul em debate
A Rede Brasileira pela Integração dos Povos (Rebrip), em parceria com a Fundação Heirinch Böll, realiza nos dias 13 e 14 de outubro o seminário “Comércio, Agricultura e Sustentabilidade”, com ênfase para as relações comerciais entre os países do Mercosul e destes com outros países e blocos comerciais. O encontro será realizado no Mirador Rio Hotel (Rua Toneleros, 338 – Copacabana). Na apresentação do seminário feita pela Rebrip, fica clara a pergunta central que o evento pretende responder: “Diante deste conjunto de negociações internacionais que toma a abertura comercial como dogma, que visa objetivos que não levam em conta os interesse do conjunto da sociedade, somos chamados a nos posicionar: estamos contra ou a favor de subsídios domésticos ou às exportações, medidas antidumping, livre acesso a mercados, medidas de proteção à produção local, normas fitossanitárias?”

Colômbia: Manifestações contra o TLC com EUA
Durante a reunião de negociadores do Tratado de Livre Comércio Estados Unidos-Comunidade Andina, que se realizou em San Juan (Porto Rico), os movimentos sociais da Colômbia manifestaram-se amplamente contra a assinatura do acordo. Mais de 60 mil indígenas mobilizaram-se no Departamento de Cauca, 100 mil caminhoneiros começaram uma greve por tempo indeterminado e mais de 100 mil pessoas participaram das manifestações de rua chamadas pela Rede Colombiana de Ação frente ao Livre Comércio e a ALCA e outras organizações.

Fonte: BOLETIM ASC - Notícias da Secretaria da Aliança Social Continental
Projeto ASC – Secretaria de Relações Internacionais da CUT-Nacional


 

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