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Perfil das Mães Brasileiras
O Centro de Políticas Sociais (CPS) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas recém-lançou o 'Perfil das Mães Brasileiras', um levantamento estatístico sobre as principais características sócio-demográficas e econômicas das mães brasileiras com
informações desde 1940 indo até a última PNAD disponível. A pesquisa permitiu responder diversas perguntas, como: quantas mulheres brasileiras são mães hoje, quantos filhos e filhas têm, se moram com eles, quanto tempo faz a última gravidez, se o paradeiro dos filhos é conhecido, se a mãe tem mãe viva, se a avó também mora com os netos, entre outras.
A pesquisa disponibiliza um amplo banco de dados cruzando estas perguntas com outras detalhadas para cada um dos 5507 municípios do país e em alguns casos para níveis inframunicipais. Por exemplo, na região de Botafogo no Rio o número de filhos por mãe passou de 2,77 para 1,99
entre 1970 e 2000, enquanto a porcentagem das mulheres com mais de 10 anos que são mães passa de 43% para 53%. Resultados qualitativamente similares são encontrados em todo território nacional, inclusive para seu município e estado de origem.
Uma contribuição da pesquisa foi revelar a importância da decomposição do número de filhos por mulher em: o número de filhos por mãe e número de mães por mulher. Embora os dois componentes apontem para incremento da fecundidade, eles apresentam correlações opostas com uma vasta gama de indicadores sociais analisados. Em particular, localidades onde há relativamente mais mães tendem a apresentar maiores indicadores de bem estar sociais globais como maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), menores taxas de pobreza e de mortalidade infantil assim como maiores indicadores de aproveitamento educacional. Já o número de filhos por mulher é uma imagem do espelho das relações acima. Ou seja, apesar do número de filhos por mulher crescer com ambas as variáveis, o crescimento de cada uma aponta para direções opostas. Segundo Marcelo Neri Coordenador da pesquisa 'este resultado é consistente com o protagonismo atribuído às mães no desenho de programas sociais como o Bolsa-Família e o Bolsa-Escola'.
O Centro de Políticas Sociais (CPS) é a área da Fundação Getulio Vargas que busca estreitar as relações entre a pesquisa aplicada e a implantação de políticas públicas nas áreas social e do trabalho.
Mais informações no site www.fgv.br/cps, onde as pesquisas estão disponíveis. O CPS atua nas seguintes áreas: Desenho de políticas sociais Avaliação de iniciativas públicas ou privadas, em níveis nacional, local e internacional. Geração de estatísticas e análises sob medida, a partir do processamento de microdados. Criação de sistemas de metas e contratos de crédito social. Realização de pesquisas de campo e formação de quadros no setor público e na sociedade civil.
Fórum permanente de discussão de idéias e diagnósticos relativos à sociedade brasileira. Principais temas e algumas pesquisas realizadas:
Retrato das Religiões no Brasil - Perfil das Mães Brasileiras - Mapa da Exclusão Digital - Metas Sociais - Mapa do Fim da Fome - Retratos da Deficiência - Combate Sustentável à Pobreza - Salário Mínimo - Consumo popular - Decisões Familiares - Redes Sociais
O Lado Social da Previdência - Pobreza e Desigualdade - Educação e
Trabalho - Apoio Nano-empresarial - A Face Humana das Reformas - Diversidade - Microcrédito. Além dessas pesquisas, o CPS disponibiliza seus estudos e estatísticas através de artigos em jornais e revistas (como a Revista Conjuntura Econômica e jornal Valor Econômico), textos acadêmicos e papers apresentados a Congressos e Seminários Praia de Botafogo, 190 22250-900 – RJ Tel/Fax: (21) 2559-5675 E-mail: cps@fgv.br
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